sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Preservativo - Jovens usam mais

Os adolescentes usam cada vez mais o preservativo nas relações sexuais, a crer nos dados divulgados pelo Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida, Henrique Barros, na apresentação do projecto 'Aprender a Prevenir a Infecção VIH/sida'.



A boa notícia vem sublinhar a importância de se continuar a investir nas campanhas de sensibilização já que até há bem pouco tempo os números revelavam uma realidade bem menos positiva: num rastreio realizado pela Comissão Nacional de Luta Contra a Sida em 2004, por exemplo, concluia-se que 80 por cento dos jovens prescindiam de qualquer protecção nas relações sexuais, sendo que 40% afirmava ter multiplos parceiros, o que agrava o risco de contágio pelo HIV.

O mesmo estudo revelava ainda que 40 por cento dos jovens recorriam regularmente ao sexo pago, 60 por cento dos quais sem usar preservativo.

sábado, 5 de Dezembro de 2009

Relógios: a prenda perfeita

Intemporais, clássicos, icónicos. Os relógios apaixonam, são reflexos de nós mesmas ou recordações de um momento especial.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Nada de pessimismo - Aprenda a gostar de si

Aprender a gostar de si e a aceitar-se implica começar a mudar os pequenos gestos do dia-a-dia.

- Ouça o que sai da sua boca: conte as expressões negativas como "Não posso", "Não consigo" ou "Isso não vai acontecer-me nunca". Conte as vezes que a diz ou pensa. Faça um esforço e substitua-as pela mesma frase, mas na positiva.

- Pare de se boicotar e aprenda a criticar a sua negatividade. Submeta-se a um inquérito científico: "Tenho alguma prova de que isso vá mesmo acontecer?" ou "No passado não consegui já resolver situações semelhantes?"

- O psicólogo americano Steve Wilson aconselha no seu site: "Pense em três coisas positivas sobre si antes de ir para a cama e ao levantar."

- Evite a companhia de pessoas negativas que passam a vida a criticá-la.

- Aprenda a dizer ‘não'. Lembre-se que ninguém pode pisar-lhe em cima se você mesma não se deitar por terra.

- Utilize a auto-hipnose, sugere Vera Teixeira. Se vai ter uma reunião com o chefe da qual tem um especial receio, visualize o resultado final positivo daquilo que teme.

- Alargue a paleta de cores do seu guarda-roupa: Converta-se ao laranja, vermelho, amarelo e verde. As cores vivas contribuem muito para melhorar a auto-estima.

- Faça exercício físico. Mesmo que não possa ir ao ginásio, combine caminhadas com os amigos. O exercício melhora o seu aspecto físico, a sua motivação e energia.

- Cuide da sua aparência. O esforço pode parecer-lhe titânico e fútil mas há poucos remédios tão bons como ir ao cabeleireiro, vestir o seu vestido preferido ou usar um pouco de maquilhagem. "É como o exercício físico: custa as primeiras vezes mas torna-se cada vez mais agradável e é o próprio corpo que começa a pedir para o fazermos", observa Vera.

- Aceite os convites que lhe fazem para sair.

- Mude a sua postura; levante a cabeça, endireite os ombros. Andar encurvada e cabisbaixa transmite falta de abertura e de confiança.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

O sucesso só depende de si - Reinvente a sua vida profissional

Ideias inspiradoras para quem quer começar uma nova fase profissional, seja ela como empresária ou no seu emprego de sempre. Espírito empreendedor, determinação e competitividade são as armas de que precisa.

Há alturas em que analisamos a nossa vida profissional e tudo parece estagnado e a precisar de uma reviravolta. Como sentir de novo a paixão e motivação iniciais, dar um abanão à carreira, mesmo quando estamos na mesma função de sempre? A mudança tem de começar na atitude, garante Claus Moller, um guru da gestão de recursos humanos que desenvolveu um conceito para formar empregados de qualidade, profissionalmente felizes e motivados a pôr a sua empresa a lucrar. Chamou-lhe emplyoyeeship.

Seja uma funcionária de cinco estrelas
Ricardo Vargas, director geral da TMI Portugal explica-nos de que se trata: "Employeeship significa tudo o que é preciso para ser um bom empregado de qualquer empresa." Para ser uma colaboradora exemplar, são precisas três atitudes fundamentais: responsabilidade; lealdade e ter iniciativa. O segredo está em seguir algumas ideias chave:

O sucesso só depende de si - Está na altura de fazer um balanço profissional. Está feliz nas suas funções, identifica-se com a empresa para onde trabalha? "Se estou numa empresa a exercer funções com as quais não me identifico, estou a gerar a minha própria infelicidade profissional", observa Ricardo Vargas. "A maior parte das pessoas está à espera que as coisas mudem pela acção de outros. Devemos pôr o foco em nós, perceber que o sucesso da vida pessoal e profissional só está nas nossas mãos." Se não está a ser bem sucedida, comece por pensar qual poderá ser o seu papel no sucesso futuro da empresa, em vez de procurar culpados. Está na hora de ser você a dar as cartas.

Ponha as emoções a trabalhar em seu proveito - Para ser uma profissional de sucesso é preciso mais do que um curso universitário ou um currículo de cinco estrelas. É necessário ser emocionalmente inteligente. "Devemos ser capazes de identificar emoções e utilizá-las de forma adequada, a nosso favor. Se sou uma pessoa explosiva, sempre que tenho um problema digo coisas de que me vou arrepender e as minhas competências técnicas, por melhores que sejam, não vão ajudar", explica o consultor. Mas o conceito não fica por aqui: "Tenho que ser capaz de me auto motivar, persistir, resistir à frustração e ter empatia para identificar o que é que o cliente ou os meus colegas estão a sentir para conseguir lidar com as emoções dos outros. Isto não nos é ensinado na escola", explica Ricardo Vargas. Não se ensina na escola mas pode ser treinado - a própria TMI tem um programa de treino destas competências. "A inteligência emocional explica o nosso sucesso na vida. As pessoas prezam demasiado a racionalidade a intuição."

Esteja preparada para mudanças - Que competências a distinguem da restante concorrência no mercado de trabalho? O que a torna única e melhor do que os outros? Identifique essas competências, melhore-as e seja única naquilo que faz. Isso requer capacidade de adaptação. "Aquilo a que nós chamamos ‘carreira' já não existe", avança Ricardo Vargas. "No futuro, as pessoas estarão muito menos preocupadas com a evolução linear da sua carreira e mais em melhorar as suas competências profissionais e torná-las mais competitivas no mercado de trabalho."

Deixe-se conquistar pelo trabalho em equipa - O Figo e o Cristiano Ronaldo não conseguem marcar golos sozinhos, por mais extraordinários que sejam. Em equipa, todos trabalham para o mesmo, todos se motivam uns aos outros, mas também deveriam exercer pressão uns sobre os outros para os resultados serem obtidos. "Se um jogador do nosso clube não tem uma boa prestação, dizemos que ele não tem lugar na equipa. Mas se o mesmo acontecer na nossa equipa de trabalho, ninguém faz o mesmo!", observa Ricardo Vargas. É preciso ser exigente e pôr os interesses colectivos acima dos individuais e das relações laborais.

Sinta orgulho no seu trabalho - ‘Faça bem ou faça mal, o salário ao fim do mês é o mesmo': esta atitude é um tiro no pé e parte da falta de auto-estima profissional e de um sentimento de impotência para alterar o rumo das coisas, garante o Ricardo Vargas. É por isso que Claus Moller tem uma máxima: ‘qualidade cria auto-estima e auto-estima cria qualidade'. E, para o ilustrar conta uma história de juventude, quando começou a trabalhar como embalador de compras num supermercado para pagar os estudos superiores. "Podia ter duas atitudes: ou seria um embalador medíocre ou um super embalador. Num serviço de assistência ao cliente como este, devia assegurar que os clientes voltavam àquele supermercado. Pensei que, se tivesse esta atitude, era mais fácil um dia vir a ter o meu próprio supermercado." Não terá sido um supermercado, mas hoje é dono de uma multinacional.


Quebre o ciclo de ‘más vibrações' - "Reparámos que, quando as pessoas não dão o melhor de si mesmas, não têm orgulho no que fazem, vão para casa cansadas, dizem mal da empresa onde trabalham, arruínam as suas vidas privadas e, quando regressam ao trabalho, criam frustração. É um ciclo vicioso", diz Moller à revista mexicana ‘Reforma.'

Exija formação profissional de qualidade - Ir até ao gabinete do chefe e pedir formação profissional pode ser uma das suas melhores decisões, observa Ricardo Vargas. "Muitas pessoas ainda chegam às salas de formação com uma atitude negativa: ‘O que é que eu não estão a fazer bem que ainda preciso de aprender?' A formação é vista como uma punição." Mas num mundo competitivo, quem não mostra vontade de reciclar conhecimentos, fica para trás. "Deveria ser uma exigência individual de cada colaborador!" A abordagem ao gabinete do chefe deveria ser: ‘Eu faço o meu melhor, mas queria dar ainda mais. Quero continuar a evoluir e, para tal, preciso de formação.'


De empregada a patroa
E se o tal ‘abanão' de que precisa estiver numa mudança radical de carreira? Abrir um negócio e ser patroa de si própria pode ser a solução. Segundo um relatório da União Europeia, publicado em Março de 2005, sobre mulheres empreendedoras, as europeias criam mais pequenas empresas, mas estas são também mais viáveis financeiramente do que as criadas por homens. E, no entanto, o número de empresárias continua a ser muito mais baixo comparada ou dos homens.


Mónica Traça, 32 anos, resolveu arriscar e contrariar as estatísticas. Licenciada em Ciências da Comunicação e com um mestrado em Jornalismo Internacional tirado em Londres, foi jornalista durante seis anos e foi promovida a editora. "Sentia-me feliz mas, a certa altura, achei que estava a deixar de ter vida pessoal. A minha equipa de trabalho também começou a desmoronar-se." Há nove meses demitiu-se. "Uma manhã telefonei ao meu irmão e disse ‘É agora ou nunca!' Tive, então, a ideia de abrir uma empresa ligada à estética." Garante que nunca teve o culto da imagem mas tinha amigos a trabalhar nesta área e sabia que poderia ser um negócio rentável. Reuniu informação sobre perspectivas de mercado, foi a uma feira de franchising, mandou a informação para um amigo economista analisar e, após um parecer positivo, abriu uma loja no Seixal com o irmão. O franchising tem vantagens: a marca fornece o material, dá formação profissional e monta a estrutura. Mas há sempre um investimento inicial de capital a fazer. Percebeu que o negócio era viável logo nos primeiros meses de trabalho.


Mónica não se limitou a gerir, fez um curso de esteticista e hoje exerce juntamente com as suas três colaboradoras. Trabalha mais horas por dia do que no jornalismo e muitas vezes sem conseguir tirar folgas. "A via pessoal continua a sair um pouco lesada. Há mais preocupações agora, um investimento monetário e humano a considerar. A minha vida passou a ter uma hiperactividade ainda maior e a cabeça também sai um pouco cansada, mas dá um grande gozo. As decisões agora são minhas e a única pessoa que vai ter que responder por elas sou eu."


Num país onde o estatuto de ‘doutor' é tão glorificado, passar de jornalista a esteticista ainda é visto com algum preconceito, observa Mónica. "Toda a gente se queixa da crise mas ninguém faz nada para mudar. É claro que o panorama económico está mau, mas não me ia mandar para baixo e entregar-me ao destino. Estou numa fase da vida que me permite arriscar mas, se tivesse 40 anos, acho que tinha arriscado à mesma..."

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Prevenção - 7 perguntas que deve fazer à sua mãe para se prevenir de doenças

As respostas que obtiver podem ajudá-la a prevenir os maiores riscos de saúde, incluindo cancro, osteoporose e doenças cardíacas, a maior causa de morte em Portugal.

Tem mais uma razão para estar agradecida à sua mãe neste dia que lhe é dedicado. Ela pode fornecer-lhe pormenores sobre a história clínica dela e de toda a família que a poderão ajudar a prevenir futuros problemas. Descobrir todos os aspectos desta história não é tão simples quanto parece. A sua mãe e restantes parentes podem ter problemas de saúde nunca diagnosticados e outros demasiado delicados para serem abordados em conversas casuais. É por isso que perguntámos à Dr.ª Fátima Vaz, médica do Instituto Português de Oncologia (IPO), qual a melhor maneira de obter respostas precisas da sua mãe a sete questões que não deve deixar de lhe pôr.

1 BEBIA MUITO LEITE QUANDO ERA CRIANÇA?
Cada copo de leite que se bebe conta. Num estudo do Hospital Pediátrico de Cincinnati, as mulheres entre os 20 e os 49 anos que consumiam menos de um copo de leite por semana durante a infância têm menos 5,6% de massa óssea do que as outras que bebiam mais do que um copo de leite por dia. A genética também conta: se a sua mãe ou avó alguma vez fracturaram o pulso ou a anca num acidente não traumático depois dos 40 anos, você tem maior risco de sofrer de osteoporose. Segundo o mesmo estudo americano: 'É um indicador de que uma pessoa nessas circunstâncias está mais sujeita a ter ossos frágeis.' (Uma lesão é considerada não traumática se uma pessoa tropeça e cai ao andar e faz uma fractura.)Estratégia de bem-estar: Se tem entre 20 e 40 anos, pode fazer muito para criar massa óssea e prevenir a osteoporose. Tomar 1 a 1,5 miligramas de cálcio por dia através de suplementos ou produtos lácteos é a sua melhor aposta. Reforçar o seu programa de controlo de peso, tal como praticar marcha ou jogging, é crucial. Os médicos recomendam que se deve alternar entre marcha e levantamento de pesos (para fortalecer a parte superior do corpo) entre 30 a 60 minutos por dia.


2 A MÃE OU O PAI TIVERAM ALGUM ATAQUE CARDÍACO ANTES DOS 60?
Se a resposta é sim, você deve submeter--se a testes de despiste, nomeadamente colesterol e açúcar no sangue, dado que em 80% dos pacientes cardíacos há uma relação genética que contribui para isto. De facto, neste caso você triplica a probabilidade de ter um ataque cardíaco antes dos 60.Estratégia de bem-estar: Consulte o seu médico hoje para vigiar a saúde do seu coração, dizem os especialistas. As mulheres com este tipo de história familiar devem fazer análises ao sangue, ecocardiograma de stresse e até um TAC das coronárias, já que esta relação genética é tão for te que justif ica estes cuidados adicionais.A boa notícia é que uma simples alteração dos hábitos de vida pode ser suficiente para começar desde já a prevenir as doenças cardíacas. Os hábitos saudáveis, como fazer exercício vigoroso, durante 40 minutos, três vezes por semana, irão reduzir o seu risco.


3 QUE IDADE TINHA A MÃE QUANDO COMEÇOU A MENOPAUSA?
Você pode estar destinada a atingi-la com a mesma idade que a sua mãe, porque essa idade depende 85% do factor genético, de acordo com um estudo holandês. Portanto, se a sua mãe deixou de ter a menstruação aos 45 anos, e se você tem 38 e está a pensar em ter um bebé, já não tem muito tempo para dilatar o prazo, porque as alterações hormonais fazem diminuir a fertilidade vários anos antes da chegada da menopausa: 'Cerca de 10 anos antes, pelo menos', garante a médica Fátima Vaz.Estratégia de bem-estar: Assegure-se de que informa o seu médico da sua relação genética: sabendo que pode entrar na perimenopausa durante os 30, pode ajudá-lo a prevenir condições que a si não lhe parecem estar relacionadas com a fertilidade. O seu risco de doenças cardíacas aumenta, porque as hormonas do ovário ajudam a proteger as mulheres destes perigos, e por isso o seu médico deverá estar atento aos seus valores de colesterol e tensão ar terial. Níveis de estrogénio baixos também provocam perda acelerada de massa óssea, agravando o risco de desenvolvimento de osteoporose.


4 ALGUÉM NA NOSSA FAMÍLIA TEM DIABETES?
O número de pessoas com diabetes (uma doença em que o corpo não produz adequadamente insulina, uma hor mona que ajuda a metabolizar o açucar) está a aumentar, portanto é mais importante do que nunca reduzir o seu risco.Enquanto a subida dos casos de diabetes tipo 2 (quando o organismo não produz suficiente insulina) é devida principalmente a maus hábitos de vida, as pessoas com uma história de família de diabetes tipo 1 (o organismo não produz insulina) estão mais propensas a desenvolvê-la. A relação é mais forte se tiver um parente em 1.º grau (pais ou irmãos) que sofra da doença.Estratégias de bem-estar: Se tem algum historial de diabetes na família, não espere até ter os primeiros sintomas (muita sede, frequentes idas à casa de banho e visão desfocada) para consultar o seu médico. Mesmo que se sinta bem, faça o despiste de diabetes no seu próximo chek-up anual e repita-o de três em três anos. As mulheres sem antecedentes familiares podem esperar até aos 40 para fazer o seu primeiro despiste.Você deve também considerar o exercício físico como parte do seu plano de prevenção. As mulheres que fazem exercício regularmente (pelo menos 30 minutos três a cinco vezes por semana) e têm uma alimentação saudável reduzem significativamente o risco de diabetes do tipo 2.


5 TEVE ALGUM ABORTO ANTES DE EU NASCER?
Se a resposta for sim e você nasceu antes de 1972, pode ter estado exposta a uma droga chamada dietiletilbestrol no útero; às mulheres com uma história de abortos era ministrado este medicamento quando engravidavam, para não perderem o bebé. Muitas não sabiam que estavam a tomá-lo, porque era prescrito com diversos nomes. Portanto, pergunte à sua mãe se ela se lembra de tomar algum medicamento durante a gravidez.Desde então, o medicamento foi considerado como causador de um cancro vaginal muito raro; os investigadores dizem que uma em cada mil mulheres expostas ao medicamento 'in utero' pode desenvolver este cancro.Estratégia de bem-estar: Se pensa que a sua mãe tomou o referido medicamento, fale com o seu ginecologista. Durante o seu exame anual, o médico executará dois exames Papanicolau, um do cérvix e outro da parte superior da vagina, para detectar células anormais. Ele também palpará a sua vagina, ovários e cérvix. Se esteve exposta e planeia engravidar, precisa de ser acompanhada numa consulta de gravidez de risco.


6 ALGUMA VEZ DIAGNOSTICARAM DEPRESSÃO AO PAI OU À MÃE?
Se os seus pais tiveram uma depressão, a sua probabilidade de sofrer a doença é três a seis vezes maior. Mesmo que eles nunca tenham recorrido ao médico, isto não quer dizer que não sofreram de depressão, porque só 20% a 25% dos doentes são tratados. Uma forma mais eficaz de esclarecer isto é perguntar se a sua mãe ou o seu pai alguma vez sofreram sintomas tais como insónia, ansiedade ou tristeza permanente.Estratégia de bem-estar: Se os seus pais sofreram de depressão ou houve suspeita disso, tome medidas para proteger a sua saúde mental. Há estudos que mostram que rodear-se de amigos é essencial. Você precisa de pessoas que a ajudem a ultrapassar os seus sentimentos negativos. E incremente o seu nível de actividade: o exercício é a terapia mais económica e mais segura. Se já sofre de sintomas de depressão, consulte o seu médico imediatamente. Ele avaliará a situação e poderá encaminhá-la para um especialista.


7 TIVE ALGUMA QUEIMADURA DE SOL QUANDO ERA CRIANÇA?
Peça à sua mãe para pensar nesses dias de praia e de piscina antes de responder a esta pergunta. Os sinais de queimaduras podem ter desaparecido, mas os raios ultravioletas podem ter causado danos permanentes na sua pele, fazendo com que as suas células se possam tornar cancerosas um dia mais tarde, e com cada nova queimadura o seu risco de cancro na pele aumenta. Quantas mais queimaduras do sol sofreu antes dos 20 tanto maior é o seu risco de cancro na pele.Pergunte aos seus pais se alguma vez lhes foi diagnosticado melanoma. Mesmo que você tenha estado sempre à sombra enquanto criança, tem oito vezes mais probabilidades de desenvolver um no caso de ter antecedentes familiares.Estratégia de bem-estar: Minimize o seu risco de cancro da pele usando um protector solar sempre que se exponha ao sol. Além disso, perca alguns minutos todos os meses a examinar a pele e procure sinais de forma irregular (os sinais inofensivos são pequenos e de contorno bem definido), que não são de cor uniforme e mudam de cor, e também outras lesões da pele. Uma vez por ano o seu médico de família deverá também verificar se há formas anormais dos seus sinais e inspeccionar as partes do seu corpo que você não pode ver ou que foram severamente queimadas no passado.


Serei portadora do gene do cancro da mama?
Está preocupada em saber se a história clínica da sua família a torna susceptível ao cancro da mama? Encontrar a resposta não é fácil nem tão-pouco é fácil decidir quando fazer um despiste desse gene. Mesmo que a sua mãe ou irmã tenham morrido de cancro da mama, isso não significa necessariamente que você tenha de fazer o teste. Antes de fazer a análise ao sangue usada para detectar o gene, você tem de falar com um especialista em genética, que usará os meios adequados para lhe dizer se esse tipo de despiste pode ser útil para si. Aqui está a caracterização de quem deve consultar o seu médico com vista a uma consulta com o especialista em genética:Mulheres que tenham referenciadas múltiplas ocorrências de cancro da mama e do ovário num dos ramos da sua família (quer o materno quer o paterno), especialmente se as suas parentes desenvolveram esse cancro antes da menopausa ou antes dos 50 anos.Mulheres que tenham um parente que tenha sido afectado por um cancro ginecológico em mais do que uma área (quer em ambas as mamas quer nos ovários ou numa mama).Mulheres que tenham tido um ou mais parentes masculinos em ambos os ramos da família a quem tenha sido diagnosticado cancro da mama (sim, porque embora seja raro, os homens também podem contraí-lo).

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Guia completo sobre choninhas

Todas nós conhecemos espécimes representantes da raça. Mas quantas de nós sabemos distingui-los e neutralizá-los? Aqui fica um guia especial para lidar com gente absolutamente desinteressante.

É fácil reconhecer um choninhas: é o que não a olha nos olhos quando fala consigo e que lhe diz frases feitas umas atrás das outras. Há vários tipos dentro da categoria choninhas, mas os mais conhecidos são:


- O choninhas-base - Antes de mais, temos de definir o que é um choninhas. A definição básica de choninhas é: tipo completamente desinteressante. Estranhamente, há várias maneiras de se ser completamente desinteressante, e é preciso aprender a distingui-los para definir a melhor arma de defesa. É que o maior erro é pensar que um choninhas, lá porque é completamente desinteressante, não tem perigo. Um choninhas pode ser fatal precisamente porque achamos que não temos de nos defender deles. O choninhas é um ‘sniper' em potencial. Um choninhas enfurecido pode revelar-se um Bin Laden em violência destrutiva e vingança cega.

- O choninhas engravatado - Ao contrário de outros engravatados, o choninhas gosta genuinamente de andar engravatado. Quanto mais igual ao rebanho se sentir, melhor. O maior fantasma do choninhas é ser um inadaptado, e a gravata dá-lhe a sensação de que pertence a um mundo honesto, prestigiante e seguro. O choninhas é o rei dos tabus, inclusive os linguísticos: não diz comer, diz ‘ingerir', não diz morrer, diz ‘falecer', não diz cego, diz ‘invisual'. Foge de discussões sobre assuntos quentes, como política ou os direitos dos homossexuais. Tem uma completa ausência de abismos, ou então não dá por eles. Também tem uma completa ausência de sentido de humor: a gente diz-lhe uma piada, ele pestaneja e ofende-se ‘é incrível que digas uma coisa dessas'.

- O choninhas intelectual - Importante: não confundir com os espertos que se mascaram de burros para se protegerem, tipo ‘nerds'. É duro ser esperto num mundo de burros, aliás já houve propostas de criação do ‘Movimento para a Libertação dos Espertos' (MOLE) mas o choninhas intelectual não é necessariamente esperto. O choninhas com opinião farta-se de escrever para os jornais a protestar contra a falta de valores actual. Como não tem nenhum sentido de humor, muito daquilo que se escreve passa-lhe ao lado, e passa a vida a ofender-se com os temas das crónicas de opinião. É o rei dos lugares-comuns: farta-se de dizer coisas como ‘ o pior do Natal é este terrível consumismo', ‘não há amor como o primeiro', ‘as crianças são o melhor do mundo', ou ‘os políticos são todos iguais'. E também diz dele mesmo que quer ser ‘igual a si próprio'. AAAHHHHH!!!!!!

- O choninhas engraçadinho - É o que acha que tem imensa graça e não tem graça nenhuma. Leva tudo pela rama e confunde cúpula com cópula. Não se importa nada com os seus próprios dislates, o que é uma benção, pelo menos há alguém que vive feliz neste mundo.

- O choninhas lá do trabalho - O seu lema: Não fazer ondas e não dar bandeira. Diluir-se no ambiente o mais possível. É perito em técnicas de camuflagem que lhe permitam passar despercebido, seguindo as regras da selva: quem é visível arrisca-se a ser abatido mais depressa. Ao contrário do que se poderia pensar, os choninhas são os maiores candidatos a chefes e são muitas vezes promovidos. Como não fazem ondas, não dão uma sensação de perigo e os chefes máximos acham que eles são facilmente controláveis. Têm razão, porque os choninhas costumam adorar a cadeira do poder. Não se defendem dos choninhas ambiciosos que manipulam por trás e quando se dá por isso, já os choninhas estão sentadinhos lá no alto.

- O choninhas lá da escola - O choninhas geralmente não é popular. Há várias razões para isto: primeiro porque ser popular dá trabalho e os choninhas geralmente são preguiçosos. Depois porque um popular é uma pessoa exposta, e isso vai contra todas as regras do choninhas, que é perito na invisibilidade. Depois, porque a maioria das pessoas se afasta instintivamente do choninhas, ninguém sabe porquê, talvez porque quando se é uma boa alma e se sorri para um choninhas, ele nunca mais nos larga. Um choninhas tem uma imensa predisposição para tornar-se Melga. Está sempre apaixonado pela chefe de turma ou pela bomba loira, porque ambas lhe dão sensação de poder.

- O pretendente choninhas - Passa a vida a queixar-se de que não tem sorte com as mulheres, o que é um mistério apenas para ele. As razões são várias: um choninhas não tem poder (pelo menos aparente). Não tem carisma. Não se impõe. Geralmente tem um ar preguiçoso. É chato. Curvadinho. Deprimido. Pouco simpático. Não sabe ouvir os outros. Não põe os pés num ginásio. Não sabe o que é sofrer. Nem correr. Não se esforça. Não oferece nada de novo. Não tem iniciativa. Não tem conversa. Não gosta verdadeiramente das outras pessoas. Não gosta verdadeiramente de mulheres, mas não é ‘gay' porque também não gosta verdadeiramente de homens. Não gosta verdadeiramente de nada. Anda sempre preocupado e sempre de orelhitas viradas para outro lado. Não apela às emoções. Não olha nos olhos. Enfim, só ele é que acha que é um bom partido.

- O chefe choninhas - Quase nem se dá por ele, mas não deixe de fazer o seu trabalho como se ele não existisse. Não tente passar-lhe por cima ou confrontá-lo directamente: um chefe choninhas geralmente tem noção da sua choninhice e isso enerva-o, acha sempre que toda a gente está mortinha por passar-lhe a perna e sentar-se em vez dele na cadeira do poder, que era o que ele faria no lugar deles. Peça-lhe opinião muitas vezes, mesmo que pense ‘mas que bimbo!' ou ‘mas como é que este homem veio aqui parar?'

- O pai choninhas - Deixa a árdua tarefa de negociar horas de entrada, fiscalizar os trabalhos de casa e controlar o tempo de playstation à mulher. Aliás, deixa todas as tarefas, desde ir passear o cão a preencher o IRS, à mulher. Depois queixa-se que ela anda a contar à família inteira que ele não sabe nem andar de metro. Serve-se da sua choninhice para ter alguns ‘affairs' fora de prazo. Geralmente, acaba sempre por dar em ex-marido. Quando tem ele próprio de lidar minimamente com uma criança, deixa-a rapidamente com a avó.

- O filho choninhas - Nem se dá por ele até fazer 15 anos, quando fica enfiado no quarto a ouvir os ‘Slipknot', os ‘Canibal Corpse' ou o Marylin Manson até às 3 da manhã. Depois anda a cair de sono o dia todo convencido que é muito homem e que ninguém o entende. Nas festas embebeda-se mais do que os outros para provar que qualquer Clark Kent pode ser Super-Homem, embora provavelmente nem nunca tenha visto o Super-Homem. Sonha provar o seu valor, mas como não faz ideia de quais são as suas qualidades é difícil provar o que quer que seja.

- O namorado choninhas - Os choninhas costumam casar com dominatrixes porque odeiam dar ordens, pensar, decidir, organizar. Aliás, nunca é um choninhas a casar com ninguém, é sempre outra pessoa a casar com um choninhas, porque eles até para se apaixonarem são preguiçosos. Nunca se apaixonam verdadeiramente, porque a paixão requer a alma toda e o choninhas nunca dá tudo de tudo, tem medo que a qualquer momento possa vir a precisar da alma e ela já lá não estar. Querem alguém que se ocupe de tudo porque viveram com a mãe até aos 43 anos e não estão habituados a ter as rédeas na mão, embora sonhem várias vezes com o dia da libertação do jugo feminino. Geralmente, é sempre a namorada que se farta e que lhe dá com os pés. O choninhas nunca dá com os pés em ninguém porque tem pavor de ficar bandonado. Quando vão jantar fora, o choninhas fica horas sentadinho no carro à espera que a namorada decida onde é que vão jantar, depois fica horas à mesa sem pronunciar uma única palavra, a olhar para o casal da mesa ao lado, e no fim ainda insiste para pagarem a conta a meias. Nunca tem um gesto especial fora da pasmaceira, nunca traz flores, nunca a rapta para um fim-de-semana mistério, nunca a leva para ver o nascer do sol. Que haja alguém que queira genuinamente estar com o choninhas só prova o desespero das mulheres.

- O amigo choninhas - Anda sempre em grupo e tem paixão pelo chefe do bando, que segue cegamente. Aliás, o chefe serve-se dos choninhas, a quem escraviza, e que adoram serem escravizados. Com amigos, chefes ou namoradas, o choninhas tem sempre uma relação baseada no poder. Ou é dominado ou então acha que a outra pessoa não tem pulso e despreza-a.

- O falso choninhas - É a sonsa em gajo, que também existe. É um intriguista de primeira, que faz por trás aquilo que não tem coragem de fazer pela frente. Também pode ser bom: o tímido que, quando apanhado longe da mãe que o abafa, dos amigos que o escondem ou do amigo extrovertido que o tapa, solta a franga, e revela o macho que há em si. Tem ar de choninhas, gravata de choninhas, escoliose de choninhas, mas depois quando se consegue apanhá-lo a sós é o Woddy Allen. Ou enfim. Faz uma boa imitação.

E as choninhas?
Ao contrário dos choninhas, que repelem as mulheres, as choninhas atraem os homens (a não ser, pois, os choninhas...). Quase todos adoram aquele ar sonso (acham logo que, se são umas ladies na mesa, vão ser aquilo que vocês sabem na cama), adoram o olhito caído, e não distinguém um ar falsamente desprotegido de um ar verdadeiramente desprotegido, tal como não distinguem uma falsa loira de uma verdadeira loira, até porque a diferença entre a verdade e a mentira a eles não lhes interessa nada. O que lhes interessa é que uma choninhas não vai querer debater o PIB com eles, nem fazer cenas de faca e alguidar em pleno restaurante, nem rir-se muito alto à frente dos amigos. A verdadeira choninhas é um ser quase invisível, vestidinha como toda a gente, sentadinha a concordar com toda a gente e com opiniões como as de toda a gente. Ao contrário dos homens, geralmente é simpática, e por isso poem-na muitas vezes no atendimento ao público. Geralmente, também é roubada à força toda. A verdadeira choninhas deve ser a criatura mais mal paga do planeta. Mas aguentem que, mais dia menos dia, ela acorda e como dizia o Cesário Verde, ‘os povos humilhados, pela noite, para a vingança aguçam os punhais.'

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Apaixone-se pelo seu trabalho…

…ou deixe-o para sempre. Não há lugar para meias tintas nesta relação. Em todo o caso, dou-lhe umas dicas para reavivar a chama…

Mesmo que não tenha sido amor à primeira vista ainda podem amar-se para sempre.
Não, não falo da sua cara-metade, mas sim do seu trabalho. É bizarro, mas quase todos os princípios e regras que costumamos usar para descrever as relações amorosas podem ser transpostos para o emprego. Sim, visto desta forma é assustador, mas agora que o sabe, nada como aproveitar a informação para mudar a forma como encara o seu ganha-pão. Claro que o que vamos dizer a seguir só se aplica aos que andam insatisfeitos com o que fazem, se tem a sorte de nunca ter estado num trabalho que execrável ou, no mínimo, maçador, parabéns, caso contrário, as dicas que se seguem são mesmo para si.

Passar os dias num trabalho que sente como insuportável, sem poder deitar tudo às urtigas e ir fazer outra coisa qualquer não é apenas frustrante, mas afecta a sua saúde de forma negativa. Há muitos estudos que relacionam desmotivação laboral com problemas de saúde, absentismo, baixo rendimento, sofrimento emocional e até violência no local de trabalho; e outros que mostram a ligação da motivação ao aumento da produtividade. Muitas depressões têm origem na desmotivação, sobretudo quando a insatisfação se arrasta por longos períodos de tempo. O que lhe estamos a dizer é que mudar a forma como encara o seu trabalho é também uma questão de saúde. Sim, é mais importante do que tomar vitaminas, por isso comece já a ver o que pode fazer para alterar esta situação.

Psicólogo sul-africano Peter Frost ‘inventou' o conceito de "emoções tóxicas" e de "ambientes tóxicos" que basicamente quer dizer que a insatisfação no trabalho, além de causar stresse e poder arruinar-lhe a saúde, costuma gerar sentimentos de raiva acumulada e humores ‘venenosos' capazes de acabar com a vitalidade e a auto-estima que eventualmente lhe reste. Porque é que isto é assim? A culpa, explica o professor de comportamento organizacional, é das atitudes e acções insensíveis dos líderes e das políticas das organizações. Muitas vezes, chefes e organizações, submetem, deliberadamente, os subordinados ao sofrimento por meio de pressões desnecessárias e de falta de apoio porque vêem isso como uma ferramenta de controlo, mesmo que o efeito acabe por ser o oposto.

Mas claro que é irrealista esperar ambientes isentos de frustração. O que fazer então? Se está numa situação destas precisa de criar formas de lidar com isto. Se não pode mudar já de emprego, a única solução é aprender a encarar o que faz de forma diferente. Precisa de ajuda? Fiz um mini inquérito e recolhi dicas que lhe podem ser úteis para usar no seu caso concreto. Tem é de aplicá-las, não se limite a ler, por isso, se for preciso imprima a página e cole-a na porta do frigorífico em jeito de lembrete.

Manual de sobrevivência

- Você não é o seu trabalho.

"Quanto mais as pessoas se identificarem com o que fazem mais vulneráveis vão estar a eventuais fases de insatisfação no emprego", lembra o psicólogo Mário Rui Santos. O emprego não deve ser o centro da nossa vida. Os workaholics são os mais propensos a stresse derivado do trabalho, se está nesta categoria certifique-se de que cultiva uma vida fora do emprego para além da rotina diária da casa e dos filhos. Sim, é difícil, implica muito esforço mas a recompensa é a sua saúde mental.

- Arranje um escape para a frustração.

Assim evita que ela se acumule e gere úlceras, hérnias discais e indisposições inexplicáveis que se agudizam sempre no domingo à noite. O desporto é o escape de eleição, além de que queima calorias e frustrações ao mesmo tempo. Se não lhe der jeito ir para um ginásio, pelo menos tente fazer alguma actividade física, nem que seja andar. Canalizar a energia reprimida evita que perca a cabeça no escritório e que descarregue no marido, nos filhos e no cão quando chegue a casa. Se a coisa estiver muito grave inscreva-se no boxe.

- Areje.

Não fique o dia todo dentro do escritório. Faça umas pausas higiénicas e vá dar um passeio à hora do almoço. Ver outras pessoas e lugares é uma forma de colocar os acontecimentos do escritório que umas horas antes podem parecer gigantescos na sua devida dimensão, aconselha a psicóloga Elsa Félix. Veja montras, leia umas revistas, escreva cartas e e-mails, ponha a conversa em dia com as amigas.

- Embeleze o contexto.

Já que não pode mudar o que faz pelo menos torne mais agradável o espaço que a rodeia enquanto o faz. Um vaso com uma flor, fotografias dos filhos e das férias ou um local paradisíaco são pequeninos focos de boa energia que pode ter à sua disposição na secretária. Se puder trabalhar e ouvir música, arranje uns headphones e escolha músicas que a inspirem e ajudem a melhorar o seu dia.

- Relativize.

Muitas vezes, o mal-estar com o chefe e os colegas de trabalho pode ser uma forma de sofrimento de estimação, nas palavras do psicólogo Mário Rui Santos. Isto quer dizer que "é vulgar que as pessoas transfiram uma série de outros problemas e frustrações pessoais, de forma inconsciente, para o trabalho porque assim o sofrimento parece mais fácil de gerir". O chefe ou um colega acaba por funcionar como bode expiatório.

Este mecanismo pode ser desmontado com um exercício simples que o psicólogo sugere: faça uma lista das coisas que a incomodam na vida, além do trabalho. Dê uma classificação (um valor) a cada uma, sendo que o total não pode ultrapassar 100. Pode alterar a pontuação que deu antes quando se lembrar de outras coisas. "Geralmente as pessoas que começaram por dar um valor alto ao problema com o chefe (por exemplo 30 ou 40), acabam por ir diminuindo essa pontuação à medida que se apercebem de que há outras coisas tão ou mais importantes que têm para resolver". O bom disto é fazê-la relativizar o seu drama laboral e dar-lhe uma sensação de controlo da sua vida.

- Veja o lado positivo. Antes de dizer que é tudo mau tente fazer uma lista com todos os pontos bons do emprego em que está. Pode ser a decoração, a cadeira, a localização perto de casa, de lojas ou de um jardim, o facto de lhe permitir fazer outras coisas, etc. Faça outra lista a começar assim "se não tivesse este emprego não poderia...". Depois, sempre que se sentir mais em baixo vá buscar estas listas e use-a como amuleto para afastar os pensamentos negativos.

Siga o exemplo

Vários sobreviventes contam como conseguiram escapar a uma rotina de sofrimento diário e transformar a sua vida. Nem mais, nem menos. Inspire-se!

A abordagem certa para si vai depender da sua personalidade e estilo de vida. Os nossos testemunhos dão conta de alguns tipos de estratégias que pode usar. Dependendo da sua personalidade e estilo de vida, a sua abordagem poderá ser...

... Evasão
"Vou ao ginásio todos os dias. Aliás já tenho pensado que a maioria dos tipos que lá andam deve ter uns empregos muito chatos e usam aquilo como escape, porque, mais do que andar de bicicleta ou fazer flexões, acho que vão todos para lá fazer palhaçadas como se tivessem 12 anos, tipo atirar almofadas de ioga uns aos outros".

... Preventiva
"A minha estratégia é propor fazer coisas que me agradam antes que sejam eles a dar-me trabalho chato para fazer".

...Altruísta
"Quando faço uma coisa que não gosto, tento pensar como é que aquilo pode fazer a felicidade de alguém, incluindo a minha".

... Gastronómica
"Como bolos de arroz e doces, aliás passo a vida a comer".

"Não almoço na cantina porque é deprimente. Tento almoçar com amigos e passar uma hora a falar de coisas boas e a rir-me. Lava a alma".

"Tomo o pequeno-almoço antes de sair de casa, o que me permite começar o dia com calma, sem stresses".

...Filosófica
"Penso que há gente que neste momento está a atarrachar parafusos em fábricas chinesas sem janelas".

...Zen
"Tento não andar vestido de preto dois dias seguidos".

"Tenho uma 'fita do stresse' como os árabes".

"Tento dar-me bem com as pessoas".

"Rio-me alto quando posso, isto é irritante para os outros mas não me interessa nada.

...Pragmática
"Não me meto em batalhas que já sei que são perdidas".

"Tento falar o menos possível com pessoas que me irritam".

"Quando estou cansada meto o cérebro em screen-saver, quando estou farta, vou à Amazon ver livros e quando estou desesperada vou para a casa de banho arrancar cabelos brancos".

"Começo o dia pelas tarefas que gosto menos".


...Humorística
"Tento ver o lado cómico das coisas e visto muitas vezes o papel da "palhaça" de serviço, dizendo piadas e fazendo comentários um bocadinho tontos. Se as pessoas não nos levarem muito a sério, não nos dão também muita importância. E quando trabalhamos num meio hostil, isso pode ser uma mais-valia".

...Sonhadora
Nos dias mesmo maus penso que ao fim de 11 meses terei o meu prémio... as maravilhosas férias... É a minha estratégia!

...Musical
Sempre que posso, ponho a minha música a correr e trabalho ao som dos meus álbuns preferidos. Ajuda-me a concentrar no trabalho e o tempo parece passar mais depressa.

...Estratégica

"Gastei algum dinheiro em psicoterapia para conseguir gerir a minha irritação e desenvolver estratégias que passaram pela aceitação de que não posso mudar as pessoas à minha volta e irritar-me com isso inútil e que tenho de investir o meu tempo em actividades que me dão prazer".

"Uma coisa ajudou-me imenso: a constatação de que, em último caso, não tinha medo de ser despedida porque a confiança nas minhas capacidades era mais forte. E quando o medo acaba, termina o poder do trabalho nos arruinar a vida".